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Sínodo propõe ampliar participação da vida consagrada nas decisões da Igreja

Relatório de grupo de estudos sugere maior integração entre bispos, religiosos e religiosas, protocolos para dioceses e congregações e medidas de igualdade de gênero no trabalho

Há 10 dias - por redação com Vatican News
Os trabalhos da Assembleia Geranl do Sínodo 2024-25  (VATICAN MEDIA Divisione Foto)
Os trabalhos da Assembleia Geranl do Sínodo 2024-25 (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

A Secretaria-Geral do Sínodo publicou, na terça-feira, 8, o relatório final do Grupo de Estudos 6, dedicado às relações entre bispos, institutos de vida consagrada e diferentes grupos eclesiais. Entre as propostas estão ampliar a participação de religiosos e religiosas nos processos de decisão, estabelecer protocolos mais claros entre dioceses e congregações e desenvolver mecanismos para promover a igualdade de gênero no ambiente de trabalho.

O documento não tem caráter vinculante e será submetido à análise do Papa Leão XIV. O Grupo 6 integra os dez grupos de estudos instituídos pelo Papa Francisco, em 2024, para aprofundar questões surgidas durante o processo do Sínodo sobre a Sinodalidade.

Com a apresentação dos relatórios finais, os respectivos grupos concluem seus trabalhos.

Vida consagrada nos processos de decisão

Um dos principais pontos apresentados é a necessidade de reconhecer de maneira mais efetiva a contribuição dos diferentes carismas da vida consagrada para a missão da Igreja.

O relatório propõe “fortalecer a relação entre as conferências dos superiores maiores e as conferências episcopais para incluir os consagrados nos processos de tomada de decisão”.

Essa participação, segundo o documento, não deveria ficar restrita às estruturas nacionais. A proposta é que religiosos e religiosas também tenham maior presença nos processos de discernimento e decisão realizados no âmbito das dioceses.

O grupo defende ainda a nomeação de um delegado para a vida consagrada em cada diocese, como forma de favorecer a articulação entre os institutos religiosos e a Igreja local.

Igualdade de gênero no ambiente de trabalho

Outro ponto apresentado pelo relatório diz respeito às relações profissionais dentro das estruturas eclesiais.

O grupo defende a necessidade de “desenvolver um mecanismo claro para a aplicação da igualdade de gênero no local de trabalho”.

A recomendação aparece no conjunto de propostas voltadas à renovação das relações e estruturas de colaboração entre diferentes vocações, ministérios e instituições presentes na Igreja.

O relatório também sugere o desenvolvimento de critérios para a aprovação da criação de novos institutos de vida consagrada.

Protocolos entre dioceses e congregações

O documento dedica atenção às relações institucionais entre dioceses e congregações religiosas e propõe a elaboração de procedimentos mais claros para prevenir conflitos e definir responsabilidades.

Entre as recomendações está a criação de um modelo padrão de memorando de entendimento, acompanhado de diretrizes que possam responder aos desafios atuais dessa relação.

Os acordos deveriam estabelecer de maneira transparente questões relacionadas às responsabilidades pastorais, administração de bens, utilização de propriedades e aspectos financeiros.

“Questões relativas à propriedade e à remuneração devem ser pactuadas de modo claro e justo nos memorandos de entendimento”, afirma o relatório.

Grupo reuniu representantes de diferentes organismos

O Grupo de Estudos 6 foi coordenado pelo arcebispo de Newark, nos Estados Unidos, cardeal Joseph William Tobin.

Também participaram dos trabalhos, entre outros integrantes, o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida; o cardeal Luis Antonio Tagle, pró-prefeito da Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares do Dicastério para a Evangelização; o cardeal João Braz de Aviz, prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; e a religiosa Simona Brambilla, atual prefeita do mesmo Dicastério.

As propostas apresentadas pelo grupo seguem agora para a análise de Leão XIV e integram o processo de aprofundamento de questões que permaneceram abertas após as etapas do Sínodo sobre a Sinodalidade.

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